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Residencial Tejo

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Residencial Tejo foi uma série de televisão humorística portuguesa, transmitida no canal SIC entre 1999 e 2002.[1]

A série esteve no ar de 1999 a 2002, em quatro temporadas, tendo produzida pela empresa Endemol e transmitida no canal SIC.[2] O enredo centrava-se na epónima "Residencial Tejo", uma casa de hóspedes situada junto à margem do rio.[3] A personagem principal era a Seição, interpretada por Maria do Céu Guerra, que era a responsável pela organização do estabelecimento, embora a proprietária fosse a Tia Matilde, papel desempenhado por Anna Paula.[3] Seição tinha-se mudado do Alentejo para Lisboa em conjunto com o seu pai, interpretado por Henrique Canto e Castro, devido aos problemas financeiros causados pelos maus negócios em que este se tinha envolvido.[3] Este enredo foi criticado pelo comentador Eduardo Cintra Torres, do jornal Público, que considerou que a «num aspecto a adaptação desta residencial à realidade portuguesa não funciona: num passe de magia, dois chaparros acabadinhos de passar o Tejo abancam numa residencial sem que haja choques culturais e sociais, nem mesmo com as beatas que ficaram para «tias». Neste Portugal de classes estanques seria complicado acontecer esta aceitação da diferença».[4] Na Residencial Tejo conviviam várias personagens de características unusuais e exageradas, criando desta forma situações humorísticas.[1] Teve um grande sucesso, que se deveu em parte ao formato escolhido para a sua produção, uma vez que era gravado com público ao vivo, gerando um ambiente de humor mais natural.[2] Este modelo, de origem norte-americana, é uma aproximação entre o teatro e as séries de televisão, e permitiu dar uma aparência mais genuína ao programa, uma vez que permite uma maior ligação entre os actores e o público.[4]

A personagem de Seição foi considerada como um dos papéis mais marcantes de Maria do Céu Guerra,[1] tendo igualmente reunido várias importantes figuras da cena artística portuguesa, como Henrique Canto e Castro,[5] Ilda Roquete, Ana Padrão, Fernanda Borsatti e o músico António Victorino de Almeida.[2] Também foi o ponto inicial da carreira para alguns artistas que alcançaram destaque a nível nacional,[2] como Jorge Mourato.[6]

Referências

  1. a b c SAMPAIO, Diana (22 de Outubro de 2021). «As séries portuguesas da minha infância». Séries da TV. Consultado em 15 de Junho de 2022 
  2. a b c d «Lembra-Se De… «Residencial Tejo»?». Quinto Canal. 9 de Maio de 2012. Consultado em 15 de Junho de 2022 
  3. a b c «Especial 20 Anos SIC - Edição 9». Fantastic TV. Junho de 2012. Consultado em 15 de Junho de 2022 
  4. a b TORRES, Eduardo Cintra (1999). «A diferença entre o palco e a passerele». Público. Consultado em 15 de Junho de 2022 
  5. VITÓRIA, Ana (2 de Fevereiro de 2015). «Morreu Canto e Castro». Jornal de Notícias. Consultado em 15 de Junho de 2022 
  6. «Jorge Mourato, Aldo Lima e Serafim prometem noite de gargalhadas na Marinha» (PDF). Diário de Leiria. 26 de Maio de 2015. Consultado em 15 de Junho de 2022